Informatividade- Texto para reescrita
Violência social
A violência social vem sendo praticada no
mundo inteiro, em todas as classes da sociedade.
É uma luta pelo poder e pela
sobrevivência. Uns matam e roubam para sobreviver, conseguir um pedaço de pão e
ter com que se alimentarem, outros praticam a violência apenas com o objetivo
de enriquecerem ainda mais e dominar a classe mais fraca.
Há rivalidades até entre famílias,
filhos matando pais para tomar o que lhes pertence, irmãos brigando entre
si
Brigas por posses de terra, causando
guerras entre países como ocorreu a pouco tempo e continua acontecendo.
Por qualquer motivo se pratica a
violência, uma simples discussão, ciúmes, um lugar na fila do ônibus, etc.
Ninguém respeita o próximo, qualquer coisa, por menor que seja, serve de motivo
para acabar em violência e basta andarmos uns minutos pelas ruas, para
encontrarmos vários exemplos.
Assim como há os que praticam a
violência pelo poder e pela necessidade, há também muitos que a praticam por
prazer, por querer mostrar que pode mais que o outro.
(Redação de aluno)
Questões:
1) No primeiro parágrafo, o autor afirma que
a violência é praticada no mundo inteiro, o que nos leva a pressupor que
o texto vai ser desenvolvido com exemplos de diferentes países e realidades sociais. Isso se verifica
posteriormente no texto. Explique.
2) No 2º Parágrafo, o autor afirma que há os que roubam e matam por fome e os que
praticam violência com vistas ao poder.
A) O autor esclarece quem são essas pessoas, seus grupos sociais ou o país onde
vivem?
B) Se há pessoas que roubam e matam por fome, então elas são vítimas de uma situação social grave. Logo, elas deveriam ser referidas no mesmo parágrafo que aqueles que praticam a violência pelo poder? Como e onde essa ideia pode ser desenvolvida?
B) Se há pessoas que roubam e matam por fome, então elas são vítimas de uma situação social grave. Logo, elas deveriam ser referidas no mesmo parágrafo que aqueles que praticam a violência pelo poder? Como e onde essa ideia pode ser desenvolvida?
3º)
Observe o 3º e o 4º parágrafos. Neles, as afirmações são genéricas e sem profundidade. Que informações o autor
poderia oferecer para torná-los mais precisos e ricos em ideias?
4) No
5º parágrafo o autor procura explicar o fenômeno da violência através de
argumentos? Justifique.
5) Qual é o único motivo apresentado para explicar,no 5º parágrafo, porque o indivíduo é levado à violência?
6) No último parágrafo, o autor retoma a ideia principal exposta nos primeiro parágrafos- a violência é fruto da luta pelo poder e pela sobrevivência- mas introduz uma ideia nova.
A) Qual é essa ideia?
5) Qual é o único motivo apresentado para explicar,no 5º parágrafo, porque o indivíduo é levado à violência?
6) No último parágrafo, o autor retoma a ideia principal exposta nos primeiro parágrafos- a violência é fruto da luta pelo poder e pela sobrevivência- mas introduz uma ideia nova.
A) Qual é essa ideia?
B) Considerando as partes de uma dissertação, o qual foi o grande erro desse
parágrafo?
Agora sua tarefa será reescrever este texto. Reduza o número de parágrafos, mas acrescente a informatividade necessária e assuma uma posição sobre o assunto.
Bom trabalho!
Dicas para interpretar
Ao fazer uma interpretação siga as seguintes dicas:
01. Ler todo o texto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
03. Ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Marcar a resposta correta apenas quando for entregar a avaliação.
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
03. Ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Marcar a resposta correta apenas quando for entregar a avaliação.
Bom Trabalho!
Siga as dicas para desenvolver suas próximas atividades textuais
Memórias Póstumas- Trechos com Interpretação
O fragmento abaixo foi retirado do livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas.
(Extraído do site- Análise de textos)
"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. (Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)"
1) Pode-se afirmar, com base nas idéias do autor-personagem, que se trata:
a) de um texto jornalístico
b) de um texto religioso
c) de um texto científico
d) de um texto autobiográfico
e) de um texto teatral
a) de um texto jornalístico
b) de um texto religioso
c) de um texto científico
d) de um texto autobiográfico
e) de um texto teatral
2) Para o autor-personagem, é menos comum:
a) começar um livro por seu nascimento.
b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte.
c) começar um livro por sua morte.
d) não começar um livro por sua morte.
e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte.
3) Deduz-se do texto que o autor-personagem:
a) está morrendo.
b) já morreu.
c) não quer morrer.
d) não vai morrer.
e) renasceu.
4) A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos:
a) escreveram livros.
b) se preocupam com a vida e a morte.
c) não foram compreendidos.
d) valorizam a morte.
e) falam sobre suas mortes.
5) A diferença capital entre o autor e Moisés é que:
a) o autor fala da morte; Moisés, da vida.
b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, religioso.
c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte.
d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela morte.
e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de Moisés.
6) Deduz-se pelo texto que o Pentateuco:
a) não fala da morte de Moisés.
b) foi lido pelo autor do texto.
c) foi escrito por Moisés.
d) só fala da vida de Moisés.
e) serviu de modelo ao autor do texto.
7) Autor defunto está para campa, assim como defunto autor para:
a) intróito
b) princípio
c) cabo
d) berço
e) fim
8) Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca seu (sua):
a) conformismo diante da morte ;
b) tristeza por se sentir morto
c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova situação
d) otimismo quanto ao futuro literário
e) atividade apesar de estar morto
Vícios de linguagem
Você que está se preparando para o Enem confira os principais vícios de linguagem que podem povoar o seu texto. Logo após entendê-los desenvolva as atividades propostas.
BARBARISMO
É o desvio relativo à palavra. É quando grafamos ou pronunciamos uma palavra que não está de acordo com a norma culta.
ex:Pronúncia
- Pograma (o certo seria programa)
- Rúbrica (o certo seria rubrica)
Grafia
- Etmologia (o certo seria etimologia)
- Advinhar (o certo seria adivinhar)
SOLECISMO É o desvio em relação à sintaxe. Pode ser:
De concordância
- Haviam pessoas. (o certo seria havia)
- Fazem dois meses. (o certo seria faz)
- Faltou muitos alunos. (o certo seria faltaram)
De regência
- Obedeça o chefe. (o certo seria ao chefe)
De colocação
- Tinha ausentado-me.
- Não espere-me.
CACÓFATO É o som desagradável, obsceno.
- Hilca ganhou.
- Vou-me já.
COLISÃO Aproximação de sons consonantais idênticos ou semelhantes.
- Sua saia saiu suja da máquina.
AMBIGUIDADE É o duplo sentido.
ARCAISMOS
Uso de expressões que caíram em desuso.
poer- por
pharmácia- farmácia
PLEONASMO (vicioso)Repetição desnecessária de uma expressão.
- Criar novos…
- Hemorragia de sangue
- Subir para cima
- Panorama geral
- Antecipar para antes
Resolva as questões:
Item 1. Diante dos enunciados que seguem, analise-os, apontando qual o vício de linguagem predominante nestes:a – Peguei o ônibus correndo.
b – Aquele ambiente é bastante aconchegante, que tal fazermos um happy-hour, ou talvez um breakfast?
c – Na geladeira há sanduiches de mortandela, coloque-os na bandeija e sirva aos convidados.
d – Durante o evento, não vi ela nem um instante.
e – Suba lá em cima e pegue as encomendas para mim.
Item 2.Sobre os vícios de linguagem, relacione a segunda coluna com a primeira:
(A) barbarismo;
(B) solecismo; (C) cacófato; (D) redundância; (E) ambigüidade. |
( ) É admirável a fé de meu tio;
( ) Não teve dó: decapitou a cabeça do condenado;
( ) Faziam anos que não morriam pessoas;
( ) Coitado do burro do meu irmão! Morreu.
( ) Intervi na briga por que sou intimerato.
|
Item 3. – Não há ambiguidade na frase:a) Estivemos na escola da cidade que foi destruída pelo incêndio.
b) Câmara torna crime porte ilegal de armas.
c) Vi o acidente do barco.
d) O policial prendeu o ladrão em sua casa.
Item 4.– Indique a ambiguidade das frases a seguir.
a) João e Maria vão casar-se .
b) Eu e ela viemos de carro.
c) O juiz declarou ter julgado o réu errado.
d) Comi um churrasco num restaurante que era gostoso.
a) João e Maria vão casar-se .
b) Eu e ela viemos de carro.
c) O juiz declarou ter julgado o réu errado.
d) Comi um churrasco num restaurante que era gostoso.
Artigo de opinião vencedor das olimpíadas - 2008
Este foi o texto da aluna finalista das Olimpíadas de Língua Portuguesa 2008.
Aproveitem, pois o Artigo dela servirá como base para você escrever o seu artigo de opinião....Cavaleiros da cana versus mecanização
O lugar onde vivo é uma típica cidadezinha do interior do
Paraná, com uma população de apenas 4.275 habitantes. O formato do
município de Tamboara é no mínimo curioso, quase um quadrado perfeito
emoldurando uma cidade em miniatura com virtude e problemas
característicos de uma cidade pequena.
Em nosso município e região a cana-de-açúcar é a principal fonte de trabalho; é cortando cana que muitos trabalhadores sustentam suas famílias. Devido ao serviço árduo e estafante, podemos chamá-los de cavaleiros da cana, pois levantam de madrugada, vestem suas armaduras e saem para a luta com a determinação de guerreiros.
Mas ultimamente algo vem lhes tirando o sono: a provável mecanização da colheita de cana. Penso que isso não deveria acontecer, pois é indiscutível que esse tipo de colheita irá ocasionar o desemprego de muitos trabalhadores braçais.
Com a implantação da mecanização, as usinas teriam mais lucros, pois, segundo dados da Alcopar, enquanto um trabalhador colhe em média seis toneladas de cana por dia, uma máquina pode colher seiscentas.
Segundo dados da União dos Produtores de Bioenergia (UDOP), o Paraná ocupa o segundo lugar na produção de cana-de-açúcar. Isso é algo que podemos perceber claramente observando o aumento do plantio de cana em nossa área rural, que, se por um lado, gera muitos empregos, por outro, causa problemas ambientais.
Nesse sentido, os que são contrários ao processo de mecanização da colheita de cana-de-açúcar argumentam que ele tiraria o emprego de muita gente, que em sua maioria possui baixa escolaridade e não conseguiria outro emprego, principalmente com carteira assinada, como o proporcionado pelo corte de cana.
Os que argumentam a favor citam as questões ambientais, pois com o trabalho das máquinas não haveria a necessidade das queimadas dos canaviais que poluem o ar, matam animais e prejudicam a saúde humana, principalmente a dos próprios cortadores de cana que entram em contato direto com a fuligem.
Na minha opinião, os impactos negativos causados pelas queimadas são inegáveis, mas não deveriam servir de justificativa para a substituição de trabalhadores por máquinas. Vale lembrar que o corte da cana sem a prática da queimada não é impossível, pois isso já ocorre quando há o corte de cana para a produção de mudas.
Segundo pesquisa feita pelo engenheiro ambiental Eleutério Languloski, não há motivos que justifiquem técnica, ecológica ou socialmente as queimadas nos canaviais, a não ser para maior rendimento da colheita.
Esse, com certeza, é um impasse difícil de ser resolvido, mas acho que a solução está com os donos de usinas, que poderiam abrir mão de suas margens de lucro, acabando com a prática da queima de cana, pagando uma remuneração mais justa aos seus trabalhadores que, produziriam menos do que na situação atual, e fornecendo-lhes equipamentos de trabalho adequados para sua proteção, visto que na colheita da cana os trabalhadores estariam mais sujeitos à picada de bichos peçonhentos e cortes causados pelas folhas.
Assim, o verde de nossos canaviais continuaria sendo a cor da esperança de nossos cavaleiros, que vêem no plantio da cana e na força de seu trabalho a garantia de sustento de suas famílias e o progresso de nossa cidade.
Escola: E. E. E. F. Doutor Duílio Trevisani Beltrão
Cidade: Tamboara – PR
Professora: Vanicléia de Oliveira Sousa Rebelo
Aluna: Mariane Cheli de Oliveira
Em nosso município e região a cana-de-açúcar é a principal fonte de trabalho; é cortando cana que muitos trabalhadores sustentam suas famílias. Devido ao serviço árduo e estafante, podemos chamá-los de cavaleiros da cana, pois levantam de madrugada, vestem suas armaduras e saem para a luta com a determinação de guerreiros.
Mas ultimamente algo vem lhes tirando o sono: a provável mecanização da colheita de cana. Penso que isso não deveria acontecer, pois é indiscutível que esse tipo de colheita irá ocasionar o desemprego de muitos trabalhadores braçais.
Com a implantação da mecanização, as usinas teriam mais lucros, pois, segundo dados da Alcopar, enquanto um trabalhador colhe em média seis toneladas de cana por dia, uma máquina pode colher seiscentas.
Segundo dados da União dos Produtores de Bioenergia (UDOP), o Paraná ocupa o segundo lugar na produção de cana-de-açúcar. Isso é algo que podemos perceber claramente observando o aumento do plantio de cana em nossa área rural, que, se por um lado, gera muitos empregos, por outro, causa problemas ambientais.
Nesse sentido, os que são contrários ao processo de mecanização da colheita de cana-de-açúcar argumentam que ele tiraria o emprego de muita gente, que em sua maioria possui baixa escolaridade e não conseguiria outro emprego, principalmente com carteira assinada, como o proporcionado pelo corte de cana.
Os que argumentam a favor citam as questões ambientais, pois com o trabalho das máquinas não haveria a necessidade das queimadas dos canaviais que poluem o ar, matam animais e prejudicam a saúde humana, principalmente a dos próprios cortadores de cana que entram em contato direto com a fuligem.
Na minha opinião, os impactos negativos causados pelas queimadas são inegáveis, mas não deveriam servir de justificativa para a substituição de trabalhadores por máquinas. Vale lembrar que o corte da cana sem a prática da queimada não é impossível, pois isso já ocorre quando há o corte de cana para a produção de mudas.
Segundo pesquisa feita pelo engenheiro ambiental Eleutério Languloski, não há motivos que justifiquem técnica, ecológica ou socialmente as queimadas nos canaviais, a não ser para maior rendimento da colheita.
Esse, com certeza, é um impasse difícil de ser resolvido, mas acho que a solução está com os donos de usinas, que poderiam abrir mão de suas margens de lucro, acabando com a prática da queima de cana, pagando uma remuneração mais justa aos seus trabalhadores que, produziriam menos do que na situação atual, e fornecendo-lhes equipamentos de trabalho adequados para sua proteção, visto que na colheita da cana os trabalhadores estariam mais sujeitos à picada de bichos peçonhentos e cortes causados pelas folhas.
Assim, o verde de nossos canaviais continuaria sendo a cor da esperança de nossos cavaleiros, que vêem no plantio da cana e na força de seu trabalho a garantia de sustento de suas famílias e o progresso de nossa cidade.
Escola: E. E. E. F. Doutor Duílio Trevisani Beltrão
Cidade: Tamboara – PR
Professora: Vanicléia de Oliveira Sousa Rebelo
Aluna: Mariane Cheli de Oliveira
Artigos de opinião - Atividades com texto
OFICINA II- Artigos de opinião
POLÊMICA
LEITURA DE UM ARTIGO DE OPINIÃO (dupla ou trio)
------------------------------------------------------------
Renato Roseano é advogado, coordenador do Centro
De Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca –
Ceará) e da Associação Nacional dos Centros de
Defesa da Criança e do Adolescente (Anced).
Fonte: www.cedecaceara.org/maioridadena.htm
Ler novamente o texto e responder as questões a seguir:
O ARTIGO DE OPINIÃO
é um texto argumentativo, cujo objetivo é apresentar uma posição e
argumentar, mostrando aos leitores porque devem concordar com o autor.
Daí, o tom de convencimento.
O
artigo de opinião circula em jornais e revistas e é escrito,
normalmente, por um especialista ou por uma pessoa da comunidade que
toma posição diante de uma questão polêmica.
POLÊMICA
Uma polêmica relaciona-se a algo que
não tem uma única resposta. Cada pessoa pode concordar ou discordar dela
por diferentes razões.
Olimpíadas - lugar onde eu vivo!
LEITURA DE UM ARTIGO DE OPINIÃO (dupla ou trio)
SOU CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
Renato Roseno
A brutalidade cometida contra dois
jovens em São Paulo reacendeu uma fogueira: a redução da idade penal.
Algumas pessoas defendem a ideia de que a partir dos dezesseis anos os
jovens que cometem crimes devem cumprir pena em prisão. Acreditam que a
violência pode estar aumentando porque as penas que estão previstas em
lei, ou a aplicação delas, são muito suaves para os menores de idade.
Mas é necessário pensar nos porquês da violência, já que não há um único
tipo de crime.
Vivemos em um
sistema socioeconômico historicamente desigual e violento, que só pode
gerar mais violência. Então, medidas mais repressivas nos dão a falsa
sensação de que algo está sendo feito, mas o problema só piora. Por
isso, temos que fazer as opções mais eficientes e mais condizentes com
os valores que defendemos.
Defendo
uma sociedade que cometa menos crimes e não que puna mais. Em nenhum
lugar do mundo houve experiência positiva de adolescentes e adultos
juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não diminuirá a violência.
Nosso sistema penal como está não melhora as pessoas.O problema não está
só na lei, mas na capacidade para aplicá-la.
Sou
contra porque a possibilidade de sobrevivência e transformação desses
adolescentes está na correta aplicação do Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA). Lá estão previstas seis medidas diferentes para a
responsabilização de adolescentes que violaram a lei. Para fazer bom uso
do ECA é necessário dinheiro, competência e vontade.
Sou
contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser
responsabilizado. Mas reduzir a idade penal é ineficiente para atacar o
problema. Problemas complexos não serão superados de modo simplório e
imediatista. Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, de um
projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as
suas formas. Nossos jovens não precisam ir para a cadeia. Precisam sair
do caminho que os leva até lá. A decisão agora é nossa: se queremos
construir um país com mais prisões ou com mais parques e escolas.
------------------------------------------------------------
Renato Roseano é advogado, coordenador do Centro
De Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca –
Ceará) e da Associação Nacional dos Centros de
Defesa da Criança e do Adolescente (Anced).
Fonte: www.cedecaceara.org/maioridadena.htm
Atividade
Ler novamente o texto e responder as questões a seguir:
a) Quem é o autor do texto? Em que ele é especialista?
b) Onde o texto foi publicado?
c) Qual é a questão polêmica?
d) O autor refere-se a um acontecimento que o levou a escrever esse artigo. Que acontecimento foi esse?
e) Qual a posição do autor a respeito da polêmica?
f) Que argumentos ele usa para justificar sua posição?
g) No texto, o autor apresenta argumentos de pessoas que discordam dele. Que argumentos são esses?
h) O autor propõe alguma alternativa de tratamento para os jovens
infratores, ou seja, reflete a respeito de uma solução para a polêmica?
i) Qual o objetivo do autor?
j) Quem é o público leitor?
Assinar:
Postagens (Atom)